| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Accipitriformes |
| Família: | Accipitridae |
| Vigors, 1824 | |
| Subfamília: | Accipitrininae |
| Vigors, 1824 | |
| Espécie: | B. platypterus |
O gavião-de-asa-larga é uma ave accipitriforme da família Accipitridae. Também conhecido como gavião-pintado.
Predador pequeno mas corpulento, com asas largas e pontiagudas e cabeça pequena.
Seu nome significa: do (grego) buteo = abutre, urubu; e do (grego) platus = amplo, largo; e -pteros = asa; platypterus = com asa larga. ⇒ Abutre com asa larga ou “gavião” com asa larga.
Mede de comprimento 35 a 43 cm. O peso é de aproximadamente 400 gramas. Buteo florestal pequeno e corpulento. O adulto tem as partes dorsais marrons e o inferior barrado avermelhado. Morfo escuro (melânico) raro, uniformemente enegrecido. Juvenil acastanhado, com parte inferior listrada. As raças diferem no padrão e na intensidade da coloração inferior.
O melanismo se consiste no aumento da produção de melanina, conferindo coloração mais escura ao indivíduo. Indivíduos melânicos se associam normalmente com outros indivíduos da mesma espécie, já que o melanismo não traz doenças associadas como o albinismo.
O caso dos rapinantes
No caso de algumas espécies de rapinantes, os indivíduos melânicos são chamados de indivíduos morfo escuro, fase escura, ou o termo em inglês “dark morph”. Nesse caso, a mutação não surge ao acaso, sendo que ela já está estabelecida. Numa mesma ninhada é possível haver indivíduos melânicos e não melânicos. Os rapinantes “morfo escuro” apresentam essa coloração pelo resto da vida. O melanismo nesse caso dificulta a identificação das aves em campo, já que essas possuem uma coloração diferente da original e podem ser confundidas com outras espécies.
Possui seis subespécies:
O ninho é uma pequena base côncava de gravetos em partes baixas das árvores. Bota de dois a quatro ovos. O período de incubação é de 28 a 30 dias. Os filhotes saem do ninho após 30 a 35 dias.
Espécie migratória setentrional, reproduz-se no hemisfério norte, no Canadá e nos EUA. Durante o outono e inverno setentrional migra para o hemisfério sul, podendo ser encontrado em várias regiões do Brasil, principalmente na Amazônia.